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domingo, 11 de março de 2012


POEMA INACABADO


Ando como se fosse um zumbi...
Vejo as pessoas, mas não as reconheço...
Como se eu fosse invisível
Passo por tudo e todos
Despercebida, completamente desatenta,
Sem vontade de ser notada...
Passam os dias em uma profunda agonia
Em marcha tão lenta... Como se parasse
Seria ótimo se estacionasse,
Eu pudesse descer e gritar:
-Chega! eu não agüento mais
-Socorro! Onde me encontro?
Onde eu estou?
Necessito me encontrar...
Reencontrar-me dentro de mim...
Recomeçar tudo, como se nunca tivesse vivido,
Da marca zero, para apagar meus erros
Um passado, cheio de enganos...
Na tentativa de apenas acertar...
Consegui errar... cheia de arrependimentos
Que tão pequena porção acertei!
Nesse mundo louco
Eu fui à loucura completa e insensata...
Único orgulho: saber que mesmo errando...
Tentei! Com todas as minhas forças...
Muitas vezes engolindo desaforos e desamores...
Pensaram que eu era capacho,
E poderiam pisar sem dor provocar...
Sucessões de erros acumulados
Em nome de uma falsa felicidade!
Alma ferida, infeliz e amargurada
Consegui nessa busca infundada,
Criei castelos em areia,
Amparada apenas em ilusões...
As quais não encontro mais...
Visto que nada restou...
Minha vida segue a diante
Vou tentando ir em frente
Afinal encontro-me
Como esse poema!... inacabado...


Autora: (Cyda Ferraz)
Cyda Ferraz
Enviado por Cyda Ferraz em 20/03/2009
Reeditado em 20/03/2009
Código do texto: T1496127

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