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domingo, 18 de março de 2012

PRISIONEIROS SEM GRADE


Você chega a um ponto de sua vida que não sabe para onde ir?

Está livre, mas não sabe para onde ir?

E agora? Você se pergunta...

Passou anos em uma redoma que o que prevalecia era sua família, marido, filhos...

E um belo dia você acorda e se pergunta:

- Onde está minha vida?

E tenta desesperadamente encontrá-la e não consegue enxergar.

Sabe a resposta:

Sua vida ficou aprisionada em um casamento, vieram os filhos.

Com os filhos pequenos não dava tempo nem de pensar nessa redoma, alias nem sabia que havia.

Os filhos crescem cada um parte para sua vida, afinal, passou anos estruturando eles para isso,

É mas quando essa hora chega dói, e dói muito, mas não tem o que fazer, é apoiá-los sempre.

O problema agora é que ficaram apenas vocês dois em uma casa, com a atenção voltada agora apenas para uma pessoa, temos que nos readaptar.

Mas essa readaptação é muito difícil, afinal, foram anos de um jeito, de uma forma, aonde tudo os filhos vinham primeiro. Não tem nada mais haver com os primeiros tempos de casamentos eram somente os dois e era tão bom...

Dar de cara com essa realidade é difícil, nos damos conta que todos esses anos vivendo para os filhos nos esquecemos de nós e do outro parceiro.

Afinal achávamos que tudo estava ótimo, relacionamento, companheirismo, cumplicidade...

Mas quando nos deparamos com a pura realidade onde frente a frente ficamos somente nós dois...

Meu Deus não foi com essa pessoa que me casei!

E fica pensando: o outro era assim? Será que estava tão ocupado com os filhos que não notei ou será que se transformou?

E sem resposta fica perdido. O outro então entende menos ainda! Afinal, ele também está passando por essa transformação e dando de cara com a realidade.

Como passar por essa transformação os dois juntos?

Afinal você vê que está só.

Eu acredito que seja com muito dialogo, e repensar se o amor continua.

Se a resposta for negativa, o que fazer?

Sempre viveu para o trabalho, a família, filhos, marido e agora?

Agora se vê aposentada os filhos cada um vivendo sua vida e o marido não agüentou essa nova situação.

E mesmo sem grades se vê aprisionada em seus sentimentos, em sua antiga forma de viver.

A jaula abriu, mas foram tantos anos que nem sabe por onde começar ou mesmo continuar.

Se sente sem chão, sem coluna, sem base.

Sabe que tem que recomeçar, e esse novo caminho é sozinha.

Pergunto-lhe, antes você tinha apoio? Ou sempre se sentiu só?

Seus passos foram guiados e protegidos por quem?

Na idealização de uma vida boa, não perfeita, pois não existe, acreditou que tinha tudo isso,

Mas agora que a realidade bate em sua face com força, revê o passado como um filme e vê ali como você foi incompetente em jogar tudo pro ar, não permitir que grades e falta de companheirismo, cumplicidade de cegou, ir à luta só, pois só sempre esteve.

A única preciosidade que tinha eram os filhos que dependiam de sua força e coragem.

E essa dependência era seu combustível.

Agora você tem que encontrar outro combustível, pois a vida tem horas que pode se apresentar dura e sem saída

Mas nunca se esqueça você chegou até aqui pelos seus méritos, por mais que o outro tente te menosprezar, não se abata, afinal, quem mais perdeu foi você, principalmente seu tempo, sua saúde, sua felicidades.

Agora está impossível enxergar uma saída, mas sei que tem apenas olhe com mais tranqüilidade ao seu redor, sempre foi independente dona de seu nariz e não porque decidiu dividir sua vida alguém que não a tenha mais, é só uma questão de calma e tranqüilidade para reencontrá-la que ficou perdida no tempo e no espaço.

Andar sempre em frente deixe o passado no lugar devido, não se remoa com mágoas, e palavras duras, você tem uma vida pela frente e coragem não lhe falta.

Autora: Cyda Ferraz

domingo, 11 de março de 2012


POEMA INACABADO


Ando como se fosse um zumbi...
Vejo as pessoas, mas não as reconheço...
Como se eu fosse invisível
Passo por tudo e todos
Despercebida, completamente desatenta,
Sem vontade de ser notada...
Passam os dias em uma profunda agonia
Em marcha tão lenta... Como se parasse
Seria ótimo se estacionasse,
Eu pudesse descer e gritar:
-Chega! eu não agüento mais
-Socorro! Onde me encontro?
Onde eu estou?
Necessito me encontrar...
Reencontrar-me dentro de mim...
Recomeçar tudo, como se nunca tivesse vivido,
Da marca zero, para apagar meus erros
Um passado, cheio de enganos...
Na tentativa de apenas acertar...
Consegui errar... cheia de arrependimentos
Que tão pequena porção acertei!
Nesse mundo louco
Eu fui à loucura completa e insensata...
Único orgulho: saber que mesmo errando...
Tentei! Com todas as minhas forças...
Muitas vezes engolindo desaforos e desamores...
Pensaram que eu era capacho,
E poderiam pisar sem dor provocar...
Sucessões de erros acumulados
Em nome de uma falsa felicidade!
Alma ferida, infeliz e amargurada
Consegui nessa busca infundada,
Criei castelos em areia,
Amparada apenas em ilusões...
As quais não encontro mais...
Visto que nada restou...
Minha vida segue a diante
Vou tentando ir em frente
Afinal encontro-me
Como esse poema!... inacabado...


Autora: (Cyda Ferraz)
Cyda Ferraz
Enviado por Cyda Ferraz em 20/03/2009
Reeditado em 20/03/2009
Código do texto: T1496127