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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

NOSSA SEMPRE E DIFICIL BUSCA DE APRENDER A VIVER.






Quando era mais jovem, me recordo que uma senhora uma vez me disse:
- O nosso maior desconhecido é nosso marido e quanto mais tempo casada menos você o conhece.
Na época eu achei aquilo tão ridículo, tão sem nexo...
Já se passaram bem mais de trinta anos, e hoje com minha experiência, o que assisto com as outras pessoas; tenho certeza que ela tinha razão, não me lembro o nome dela; a frase nunca esqueci.
Nós mulheres temos que nos entregar por inteira, entramos de corpo e alma no relacionamento (com raríssimas exceções); acreditamos que o parceiro, nosso grande e eterno amor também.
Confesso que até hoje não sei se somos enganadas os primeiros anos ou nos enganamos não querendo enxergar os claros e enormes sinais que o parceiro nos manda...
Quando despertamos para a realidade (umas demoram mais outras mais espertas...) nos sentimos tão magoadas, nos sentimos traídas por termos sido tão claras e objetivas e eles por covardia, acomodação ou mesmo por outros interesses se passam por “transparentes”...
Mas um dia a máscara cai, não tem jeito, ele se mostra por completo como realmente é...
E ai? Como ficamos? Pois nos apaixonamos por aquele homem, que se fez passar, com certeza se tivesse se mostrado na real sem sombra de duvida teríamos a opção de querermos ou não, mas enfim, você por carência não o enxergou ou ele se disfarçou, não importa o motivo: ali está ele, de cara limpa, e ai você perdeu vários anos acreditando que o conhecia até mais que você mesma. Agora já vieram os filhos, temos uma vida que fora estruturada na areia movediça...
Literalmente perdemos o chão, ficamos completamente atônitas entramos em um maremoto de sentimentos, algumas abandonaram o trabalho para cuidar dos filhos e dele, essas nem sabem como recomeçarem, pois dependem financeiramente daquela união, sem ninguém para apoiar, não conseguem enxergarem uma saída.
As que continuam trabalhando o sentimento de culpa são de cem por cento, acreditam que se tivessem se dedicado tempo integral ao lar, aos filhos a ele, não estariam nessa situação, não entendem que se há culpado são os dois, por vários motivos.
E agora? O que faremos? A convivência se torna difícil para os dois, se tentam conversarem sobre os próprios sentimentos vira uma discussão lamentável, pois ele sempre estará certo e você sempre a errada, não importa o que diga. Ele sempre fez e fará mais pela casa pelo relacionamento e você nunca deu o devido valor.
Mas e você?
Chega à conclusão que sumiu... Depois de uma profunda reflexão não se encontra mais,
Pois se dedicou tanto a ele, aos filhos, a casa e até ao seu trabalho, que não notou que se anulou...
Meu Deus onde eu fui parar?
Foi parar na loucura do seu dia a dia para sempre fazer o melhor para agradar a todos.
Nunca se preocupou em agradar você, o pior de tudo foi que ninguém se preocupou em te agradar, já que estava sempre tão disponível se tornou invisível, indispensável sim, mas sem vida como um objeto colocado ali...
O dia que você resolve se reencontrar, se fazer um agrado, comprar uma roupa para você e só para você; pronto nossa a mamãe ficou doida...
Os filhos estão adultos, não necessitam mais de tantos cuidados, alguns se casam e partem para estruturar sua família igual nós fizemos um dia...
Mais uma vez perdemos o chão, nosso ponto de referencia...
E assim se passaram mais alguns anos, você já está para ser vovó e ainda não conseguiu digerir essas mudanças que sabia que iriam acontecer, mas emocionalmente você não se preparou sempre preocupada com todos que a rodeavam. O pior de tudo é que não queremos que nossos filhos passem por tudo isso... Não temos como impedir, mas talvez eles consigam superar mais fácil, afinal, você tentou passar sua experiência da melhor forma possível.
Certa vez uma funcionaria muito aflita me pediu:
- Por favor, não diga ao meu marido o dia e nem quanto irei receber, se ele perguntar!
Confesso que na hora pensei: que horror! Qual será a intenção dela? E olha que era uma senhora que tinha idade para ser minha mãe! Não agüentei a curiosidade e disse cheia de orgulho:
- Não direi, pois o acordo é comigo e você, mas em casa não escondemos nada um do outro!
Ela bem emocionada me respondeu: - eu já fiz isso, mas na realidade era somente eu que não guardava nada e sempre pagava as contas antes dele... Um dia tenho certeza que me entenderá.
Quando somos jovens muitas vezes quando ouvimos algo consideremos tão sem sentido, com
O passar dos anos sentimos muitas vezes na própria pele que é a verdade...
Enfim... Não se anule, nunca vale à pena, toda mulher inteligente tem um segredo...
Nunca pare de viver, de se respeitar, de sempre ter uma opção para poder fazer suas escolhas... Saiba sempre dividir o que realmente é bom para você o que não é tanto...
Se é fácil?
Com certeza não, senão não estaria aqui escrevendo essas coisas, mas sempre acabamos descobrindo que tudo é possível, mesmo se demorar a perceber!
Boa sorte!

Autora: Cyda Ferraz.


Cyda Ferraz
Enviado por Cyda Ferraz em 17/11/2011
Código do texto: T3341554

2 comentários:

  1. [red]Oi maninha!
    Sabe q aprecia seus versos , cronicas e etc...
    Avida é fácil !
    Nos é q complicamos,
    Nossa é a minha vida.
    ñ poderia descreve-la melhor.

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  2. Concordo plenamente com o texto acima, pois fui testemunha a minha vida inteira de relaciomentos com esse tipo de problema, começando pelos meus pais. Minha mãe reclama até hoje que meu pai aparentava ser um "Santo", e logo após o casamento se transformou totalmente.Tanto que tiveram 3 vêzes por se separar. Desculpa da mãe: tinha 3 filhos pequenos,como ela ia se virar sòzinha, mentira ela era e é apaixonada por ele até hoje.
    Comigo, quando casei, não sabia nada da vida, até porquê, era difícil para minha mãe falar sobre assuntos mais íntimos,resumindo casei sem instrução nenhuma.Cinco mêses de casada tive a colaboração de uma "amiga", que se atirou para cima do meu marido, e eu acredito que ele gostou, porque deu uma corda , para a ... nem sei como classificá-la. Logo pensei em separação, ele jurou de pés juntos que não tinha acontecido nada demais, (acredito eu porque apareci na hora).Pensei , chorei e depois de passar uma noite em claro, decidi não separar,era tudo o que a ... queria.
    Desde essa época e lá já se passaram 30 anos, fiquei com os dois pèzinhos pra trás e tomei as rédeas da casa, até hoje, é o que quero se nãooooo...
    Mas concordo plenamente, hoje com filhos criados, e minha dedicação total para a família, (só não posso reclamar, porque a decisão foi minha, agora tenho que aguentar as consequências...)Se bem que, depois desse episódio, não tivemos mais problemas pois prometemos sempre partir para o diálogo.
    Acho que quando não dá mais, cada um deve ir para seu lado.Nunca concordei com o que via minha mãe passar, sendo traída.
    Agora dizer que é fácil? Nãooo.
    Mas continuo com os dois pèzinhos pra trás.kkkkk
    Beijos!!!

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